O XRP era negociado perto de US$ 1,03 (aprox. R$ 5,97) quando o Polymarket passou a mostrar 65% de chance de a moeda cair abaixo de US$ 1 (aprox. R$ 5,80) até o fim de agosto. O cenário coincide com sinais de fraqueza no gráfico diário e com menor entrada de compradores no mercado à vista.
O que aconteceu: O gráfico formou um padrão de cabeça e ombros (estrutura técnica que costuma indicar perda de força), apoiado por uma linha de pescoço descendente perto de US$ 1,02 (aprox. R$ 5,92). Entre 3 e 7 de agosto, o volume de venda aumentou quando os vendedores pressionaram esse suporte. Os compradores seguraram o nível em 7 de agosto, mas o repique veio com volume fraco, o que deixou a defesa menos convincente.
Em números: Um indicador de divergência entre baleias e varejo marcou -6,3 e mostrou os grandes operadores 96% mais vendidos do que o varejo. No mercado à vista, as saídas líquidas de XRP nas exchanges caíram de cerca de US$ 56 milhões (aprox. R$ 324,8 milhões) em 3 de agosto para US$ 4,3 milhões (aprox. R$ 24,9 milhões) na semana encerrada em 10 de agosto, recuo de 92% no otimismo de compra ligado ao investidor de varejo.
Se o XRP perder de forma clara a faixa de US$ 1,02 (aprox. R$ 5,92), o padrão baixista ganha confirmação e abre espaço para uma queda de cerca de 9%, até US$ 0,92 (aprox. R$ 5,34). Em um movimento mais forte, a próxima referência citada na análise fica em US$ 0,89 (aprox. R$ 5,16).
Para quem acompanha cripto no Brasil, esse tipo de movimento reforça o risco de volatilidade em ativos negociados em dólar, já que oscilações no podem ser ampliadas pela variação do câmbio.




