O prazo do Banco Central para que corretoras de criptomoedas solicitem autorização de funcionamento no Brasil termina nesta sexta-feira, 30 de outubro. Segundo o Livecoins, as empresas que protocolarem a documentação poderão continuar atendendo normalmente enquanto aguardam a análise técnica.

As plataformas que perderem o prazo terão 30 dias corridos para encerrar as atividades no país, com saída prevista até 29 de novembro. Cerca de 40 empresas já haviam pedido autorização, incluindo Itaú, Inter e Nubank, de acordo com apuração do veículo.

A principal preocupação, porém, está em 6 de novembro, quando entra em vigor uma mudança na regra que trata da relação entre bancos e corretoras. Segundo Mário Machado, assessor de investimentos da InvestSmart, a redação atual pode permitir que a corretora continue atendendo após protocolar o pedido, mas impedir que bancos negociem com ela antes da aprovação definitiva.

Como as corretoras dependem de instituições financeiras para receber depósitos e processar saques em reais, uma interpretação rígida da norma pode afetar esse serviço. O regulamento também não inclui criptomoedas na cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e prevê a segregação dos ativos dos clientes em relação ao patrimônio da empresa.