Binance, Bybit e Mercado Bitcoin protocolaram pedidos de autorização no Banco Central para operar com criptoativos no Brasil antes do prazo que termina nesta sexta-feira (30), segundo a BeInCrypto Brasil.

A Bybit fez o pedido em 20/01 para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais. A Binance protocolou a solicitação em 23/01, por meio da BBrasil, para intermediar compras e vendas de cripto em nome dos clientes.

O Mercado Bitcoin enviou seu pedido em 27/01 para atuar como corretora de ativos virtuais, modalidade que envolve intermediação e custódia, a guarda dos ativos. A empresa tem quase 5 milhões de clientes e fechou acordos com Bitso e Bity para receber usuários dessas plataformas no Brasil, informou a publicação.

No mesmo dia, o Itaú comunicou ao BC suas operações de intermediação e custódia de cripto. Como já é autorizado e supervisionado pelo regulador, o banco não precisa solicitar uma licença nova, mas deve apresentar uma certificação técnica independente sobre o cumprimento das exigências.

A Bybit informou ter investido cerca de R$ 30 milhões para integralizar o capital de sua operação brasileira e criado uma diretoria dedicada ao país. As regras exigem capital, controles internos, governança, segurança cibernética, gestão de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro.

Os pedidos das corretoras iniciam a análise do BC, mas não representam autorização aprovada. A Binance também aguarda a avaliação de uma certificação técnica enviada ao regulador em 1º de setembro.

As normas preveem segregação patrimonial, que separa os recursos dos clientes do caixa da empresa, e contas individualizadas. A Binance afirmou ter suspendido serviços no Brasil para se adequar às exigências, sem detalhar quais produtos foram retirados.