A Rússia fez uma operação contra nove corretoras de criptomoedas não registradas em Moscou e afirmou que elas teriam participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo o FSB, as plataformas eram usadas para transformar valores roubados em criptoativos e mandar os recursos para fora do país.

De acordo com comunicado divulgado na sexta-feira, o Serviço Federal de Segurança da Rússia realizou buscas e deteve mais de 20 funcionários ligados ao Centro Internacional de Negócios de Moscou (Moscow City). A ação, segundo a agência, mirou canais supostamente usados para movimentar dinheiro ilícito ao exterior por meio de criptoativos.

O que aconteceu: o FSB diz que o dinheiro vinha de golpes aplicados contra vítimas russas por centrais telefônicas fraudulentas localizadas na Ucrânia. Na versão das autoridades, as corretoras convertiam esses valores em criptomoedas e os transferiam para contas de pessoas apontadas pela agência como responsáveis pelas transações no país vizinho.

Por que importa: o caso mostra como autoridades seguem associando parte do uso de criptoativos a esquemas de lavagem e remessas internacionais irregulares, especialmente quando plataformas operam sem registro e fora do alcance direto da supervisão estatal.

Para o leitor brasileiro, o episódio reforça um ponto básico: operações com cripto fora de plataformas regularizadas podem aumentar o risco de fraude, bloqueio de recursos e dificuldade de rastreamento.