Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, afirmou que a trajetória da dívida dos Estados Unidos ficou mais preocupante e voltou a apontar ouro e Bitcoin (BTC) como instrumentos de proteção. Em publicação na sexta-feira (21), o investidor disse que o país pode entrar nos próximos anos na etapa final de um ciclo de endividamento, caso o quadro fiscal não melhore.
Na conta apresentada por Dalio, o governo americano deve arrecadar US$ 5,5 trilhões (aprox. R$ 31,9 tri) neste ano e gastar US$ 7,5 trilhões (aprox. R$ 43,5 tri), o que resultaria em um déficit de US$ 2 trilhões (aprox. R$ 11,6 tri). Segundo ele, os pagamentos ligados ao serviço da dívida somam cerca de US$ 11 trilhões (aprox. R$ 63,8 tri), algo perto de 200% da receita anual do governo.
Dalio também citou projeções de terceiros segundo as quais a dívida americana pode chegar a US$ 55 trilhões a US$ 60 trilhões (aprox. R$ 319 tri a R$ 348 tri) em dez anos. Hoje, esse total estaria em US$ 40 trilhões (aprox. R$ 232 tri) ou US$ 32 trilhões (aprox. R$ 185,6 tri) sem as participações intragovernamentais.
Ao tratar de alocação de patrimônio, o bilionário recomendou diversificação entre classes de ativos e países, menos exposição a ativos de dívida, como títulos, e aumento de posição em ouro e, em menor grau, em Bitcoin. Na avaliação dele, manter uma fatia pequena, entre 10% e 15%, em ouro pode reduzir o risco da carteira e ainda melhorar o retorno.
Para o leitor no Brasil, a fala de Dalio ajuda a mostrar por que BTC e ouro costumam voltar ao centro do debate quando cresce a desconfiança sobre dívida pública, juros e moedas fortes.
Dalio já havia defendido antes uma fatia de em ouro ou , mas disse no fim de 2025 que tinha só da criptomoeda no próprio portfólio. Na nova manifestação, ele também afirmou que , , e enfrentam problemas parecidos, o que, na visão dele, pode favorecer o desempenho relativo de ouro e .




