O prazo para empresas de ativos virtuais solicitarem autorização ao Banco Central terminou na sexta-feira (30), e o mercado brasileiro pode encolher de cerca de 200 empresas para aproximadamente 50, segundo o MoneyTimes Cripto.
As companhias que atuam como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais, as PSAVs, podem oferecer compra, venda, troca, custódia e intermediação de criptoativos. Quem protocolou o pedido pode continuar operando até a decisão do regulador.
Binance, Coins.xyz, OKX, Coinbase, Mercado Bitcoin, Bybit, Ripio, Nubank, Foxbit, Ripple e Itaú estão entre as empresas que protocolaram a solicitação ou confirmaram que fariam o pedido. Liqi, Lumx, Inter, Revolut e Bloquo também informaram que entraram com o processo.
As empresas autorizadas terão de cumprir exigências como capital mínimo, estrutura gerencial, normas contábeis, envio periódico de informações e regras de divulgação. O setor vê a regulamentação como uma forma de reduzir a insegurança jurídica e atrair investimentos.
O custo médio para manter uma operação sob as exigências do BC chega a R$ 2 milhões por mês, de acordo com fontes ouvidas pelo MoneyTimes Cripto. Empresas que não pediram a licença poderão continuar oferecendo serviços por meio de parceiros autorizados, usando soluções de infraestrutura conhecidas como Crypto as a Service.
A Bitso transferiu sua base de clientes para o Mercado Bitcoin e deixou de atuar no Brasil. Já a NovaDAX permitiu que os clientes retirassem os recursos mantidos na plataforma e informou que converterá compulsoriamente os ativos que não forem resgatados até o dia 30.



