Três homens foram condenados no Reino Unido por roubar cerca de £ 4 milhões em criptomoedas ao se passar por policiais. Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, o grupo atacou vítimas em oito casos e usou o dinheiro para bancar carros, artigos de luxo e viagens.

O que aconteceu: os golpistas ligavam para investidores e diziam que as criptomoedas deles estavam em risco. Para reforçar a fraude, direcionavam as vítimas a sites falsos que imitavam páginas oficiais da polícia e criavam um clima de urgência para induzir as transferências.

Em números: o valor roubado chegou a £ 4 milhões (aprox. R$ 27,4 milhões). As autoridades afirmam ter recuperado £ 1 milhão (aprox. R$ 6,9 milhões), além de apreender 40 celulares, criptomoedas e itens de luxo. Entre os bens citados estão um carro de £ 60 mil (aprox. R$ 411 mil) e cerca de £ 500 mil (aprox. R$ 3,4 milhões) em espécie guardados em um cofre em Dubai.

Os condenados foram identificados como Hamza Bashir, Kevin Nwamma e Anthony Ikenwe, acusados de conspiração para cometer fraude e lavagem de dinheiro. Bashir havia negado participação no início, mas mudou sua declaração para culpado no oitavo dia de julgamento, depois da apresentação de um volume amplo de provas.

A investigação começou depois que as vítimas procuraram as autoridades em janeiro de 2025. A polícia cruzou transações em cripto, registros financeiros, dados de corretoras e informações de provedores de internet para ligar apelidos, telefones, sites e padrões de gasto aos suspeitos. Em comunicado, o inspetor-detetive Geoff Donoghue, da Equipe de Criptomoedas da Polícia Metropolitana, afirmou que a corporação tem capacidade para rastrear e apreender ativos de alto valor.

Para o leitor brasileiro, o caso reforça um ponto prático: golpes com criptomoedas podem começar fora das corretoras, por telefone ou por sites falsos. Desconfiar de contatos que pressionam por transferências imediatas continua sendo uma proteção básica.