A Ripple informou que o Ripple Treasury passou a integrar o SWIFT Certified Partner Program, conectando o XRP diretamente ao ecossistema da SWIFT. Segundo a empresa, a rede bancária processa mais de US$ 150 trilhões por ano e reúne mais de 11.500 instituições financeiras em 200 países. O movimento ocorre após a aquisição da GTreasury por US$ 1 bilhão, em 2025, negócio que deu origem a uma plataforma unificada para gestão de caixa corporativo, criptoativos e pagamentos globais.
Na prática, o XRP passa a ter seu primeiro acesso direto ao ambiente do SWIFT Alliance Lite2, incluindo consultas em tempo real de IBAN e ABA. A arquitetura também inclui conexões indiretas por meio da Thunes, que liga o XRP via On-Demand Liquidity à rede da SWIFT sem exigir adoção direta do token pelos bancos, além da integração com a Finastra via Service Bureau.
O que sustenta a operação
A estratégia da Ripple, segundo o texto de origem, foi deixar de focar na adoção direta do XRP por bancos e passar a construir infraestrutura de tesouraria corporativa. Com isso, o uso do token e da stablecoin RLUSD passa a aparecer como opção de liquidação dentro do fluxo operacional das empresas, ao lado dos sistemas bancários tradicionais.
Entre os pontos destacados na operação:
- a GTreasury já atendia CFOs e tesoureiros de grandes corporações globais;
- a aquisição trouxe acesso ao Alliance Lite2 e ao SWIFTRef;
- cerca de 40% dos bancos conectados ao ecossistema Ripple já operam com On-Demand Liquidity, no qual o XRP é usado como ativo de liquidação;
- o Ripple Treasury reúne moeda fiduciária, XRP e RLUSD em um único painel, com integração a SWIFT, EBICS, SFTP e APIs bancárias.
Para o leitor brasileiro, o anúncio reforça a busca do mercado por transferências internacionais mais rápidas e integradas, em contraste com a experiência doméstica do Pix, que já acostumou empresas e usuários no Brasil à liquidação quase instantânea.



