A Ripple estreou no Brasil o University Digital Asset Xcelerator (UDAX), programa de aceleração para startups que criam soluções no XRP Ledger (XRPL), blockchain pública associada à empresa e usada em casos como pagamentos e tokenização de ativos. A iniciativa foi organizada em parceria entre a University Blockchain Research Initiative (UBRI), braço acadêmico da Ripple, e a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na edição brasileira, o programa teve duração de oito semanas e apoiou nove startups em diferentes estágios de desenvolvimento. Engenheiros da Ripple atuaram em conjunto com professores da FGV, da UC Berkeley e da rede global da UBRI. Os participantes tiveram acesso a seminários acadêmicos, mentorias individuais com executivos da empresa e conexões com parceiros e investidores.
Para o leitor brasileiro, a iniciativa mostra como projetos de blockchain no país estão buscando se aproximar de universidades, investidores e discussões regulatórias em áreas como pagamentos, tokenização e infraestrutura financeira.
Segundo a Ripple, as startups registraram aumento médio de 83% na maturidade de seus produtos e avanço de 53% na prontidão para receber investimentos. Os fundadores também relataram crescimento médio de 33% na confiança em seus modelos de negócio, enquanto a base de usuários ativos ou clientes pagantes subiu 15%. A satisfação média com o programa ficou em 4,78 de 5.
Entre as empresas participantes, a Levery afirmou ter reunido oito instituições em um sandbox para explorar a Ripple USD e a liquidez baseada no XRPL, com mais de 44 mil transações onchain. A VS1 Finance concluiu a demonstração de sua plataforma aprovada pelo Banco Central e prepara uma emissão regulada de ativos do mundo real tokenizados para o segundo semestre de 2026. Também passaram pelo programa startups como BillPay, TrustBond, PixNow, Regolda, Lendara, Kapitale e C9 Tech. O encerramento ocorreu em um Demo Day no campus da FGV, em São Paulo, com cerca de 100 participantes.



