Robert Kiyosaki, autor de Pai Rico, Pai Pobre, afirmou que guarda prata física desde 1965, ouro físico desde 1971, Bitcoin desde 2012 e Ethereum desde 2022. Ao mesmo tempo, voltou a atacar a política fiscal dos EUA, dizendo que o governo imprime cerca de US$ 1 trilhão (aprox. R$ 5,8 tri) a cada 90 dias.
O que aconteceu: Kiyosaki escreveu que a dívida americana saiu de US$ 9,5 trilhões (aprox. R$ 55,1 tri) em 2008 para quase US$ 39 trilhões (aprox. R$ 226,2 tri) hoje. Na mesma publicação, repetiu uma ideia que costuma defender: ricos não mantêm patrimônio em dinheiro parado.
Em números: segundo ele, seus metais ficam guardados em cofres na Suíça, fora do sistema financeiro suíço. Como justificativa, disse que os EUA já proibiram a posse de ouro no passado e confiscaram o metal de cidadãos.
Há, porém, um desencontro nas datas ligadas ao Bitcoin. Embora agora diga que o mantém desde 2012, Kiyosaki afirmou em 2024 que gostaria de ter comprado a moeda a US$ 10 (aprox. R$ 58), mas que só começou a comprar quando ela já estava em US$ 6.000 (aprox. R$ 34,8 mil), patamar visto em 2017. Na ocasião, também disse ter 73 bitcoins, avaliados em US$ 4,7 milhões (aprox. R$ 27,3 mi) pela cotação mencionada.
Para o leitor brasileiro, o caso é um lembrete simples: declarações de figuras conhecidas podem influenciar o debate de mercado, mas não substituem checagem de contexto, preços e datas.




