A Robinhood manteve a posição depois da reação da AMC aos tokens ligados à ação da rede de cinemas. A discussão, segundo advogados ouvidos, não parece ter base tão clara na lei de valores mobiliários, mas pode ganhar força em outro terreno.

O ponto levantado por esses especialistas é que a contestação da AMC pode encontrar mais espaço por causa da forma como os tokens foram apresentados ao mercado. Isso inclui o uso da marca e da comunicação de marketing em torno do produto.

Na prática, a briga não gira só em torno de saber se o token pode ser tratado como valor mobiliário, mas também sobre como ele foi rotulado e promovido ao público. Esse detalhe pode abrir margem para um embate jurídico entre a AMC e a Robinhood.

Para o leitor no Brasil, o caso ajuda a mostrar que produtos cripto atrelados a ações podem esbarrar não só em regras de mercado, mas também em disputas sobre marca, publicidade e a forma de oferta ao investidor.