A Robinhood fechou o segundo trimestre de 2026 com US$ 100 milhões (aprox. R$ 580 milhões) em receita com transações de cripto, acima da estimativa de US$ 86,6 milhões (aprox. R$ 502 milhões) dos analistas. O resultado, porém, ainda representa uma queda de 38% na comparação anual. Mesmo com a retração, o número veio melhor do que o mercado esperava em um período de preços mais baixos e menor atividade do investidor de varejo.

O que aconteceu: no balanço geral, a empresa reportou receita trimestral recorde de US$ 1,31 bilhão (aprox. R$ 7,6 bilhões), alta de 32% em 12 meses. O lucro líquido ficou em US$ 573 milhões (aprox. R$ 3,3 bilhões), com lucro diluído por ação de US$ 0,62. Os dados reforçam a tentativa da corretora de depender menos dos ciclos do mercado cripto.

Em números: a receita de transações somou US$ 776 milhões (aprox. R$ 4,5 bilhões), avanço de 44% em um ano. As opções geraram US$ 342 milhões (aprox. R$ 2 bilhões), as ações renderam US$ 129 milhões (aprox. R$ 748 milhões), com salto de 95%, e os mercados de previsão trouxeram US$ 156 milhões (aprox. R$ 905 milhões), mais de dez vezes acima do mesmo período do ano passado. A receita líquida de juros chegou a US$ 389 milhões (aprox. R$ 2,3 bilhões), enquanto assinaturas e outras receitas ficaram em US$ 143 milhões (aprox. R$ 829 milhões).

No braço de cripto, a Robinhood movimentou US$ 40 bilhões (aprox. R$ 232 bilhões) em volume nocional no trimestre. Desse total, US$ 18 bilhões (aprox. R$ 104,4 bilhões) vieram do aplicativo de varejo, queda de 35% em relação a um ano antes, e US$ 22 bilhões (aprox. R$ 127,6 bilhões) da exchange Bitstamp, comprada pela empresa. Ao mesmo tempo, a companhia lançou a mainnet pública da , uma blockchain de segunda camada do voltada a ativos tokenizados (representações digitais de ativos reais) e finanças institucionais, além de ampliar a oferta de tokens de ações em mais de com a e lançar o , produto de empréstimo descentralizado.