A Robinhood registrou receita e lucro líquidos recordes no segundo trimestre, mesmo com a queda de 38% na receita com transações de criptomoedas. A linha de cripto somou US$ 100 milhões (aprox. R$ 580 milhões), abaixo dos cerca de US$ 160 milhões (aprox. R$ 928 milhões) de um ano antes.

Em números: a receita total da companhia subiu 32%, para US$ 1,31 bilhão (aprox. R$ 7,6 bi). O lucro líquido avançou 48%, chegando a US$ 573 milhões (aprox. R$ 3,3 bi), enquanto a receita vinda de transações cresceu 44%, para US$ 776 milhões (aprox. R$ 4,5 bi).

O que aconteceu: no trimestre, o volume nocional de negociação de criptomoedas da empresa foi de US$ 40 bilhões (aprox. R$ 232 bi). Desse total, US$ 18 bilhões (aprox. R$ 104,4 bi) vieram do aplicativo da Robinhood, uma queda de 35% em relação ao ano anterior. Outros US$ 22 bilhões (aprox. R$ 127,6 bi) vieram da Bitstamp, corretora de criptomoedas adquirida em junho de 2025.

A empresa seguiu ampliando sua presença em ativos digitais, mesmo com a receita menor nessa frente. Entre os movimentos citados estão a Robinhood Chain, a negociação de ações tokenizadas (versões digitais de ações registradas em infraestrutura de blockchain) e a oferta de empréstimos descentralizados (crédito feito por protocolos, sem intermediação bancária tradicional).

Para o leitor brasileiro, o dado mais relevante é que grandes plataformas seguem investindo em infraestrutura cripto mesmo quando a receita do setor oscila, sinal de que a disputa por esse mercado continua aberta.