A S&P Global Ratings publicou na terça-feira (4) um relatório sobre 11 stablecoins e sua capacidade de sustentar a paridade com o dólar e o euro. Mais da metade dos projetos recebeu avaliação de segurança adequada ou superior, mas o estudo também apontou diferenças fortes entre emissores.

O que aconteceu: a agência manteve nove avaliações sem mudança e rebaixou duas alternativas para o grau de extrema fragilidade nos últimos três trimestres. Segundo o analista Mohamed Damak, stablecoins podem enfrentar riscos de desvinculação, e as diferenças entre os projetos aumentam essa exposição.

Como a S&P mede: a escala vai de 1 a 5, em que 1 representa a estrutura mais forte e 5, a mais fraca. A análise considera a qualidade das reservas, a gestão de riscos, a liquidez, a custódia (guarda dos ativos que servem de garantia) e também fatores como ambiente legal e dependência de parceiros de tecnologia.

No grupo com nota 2, a S&P colocou USD Coin, Euro Coin e Global Dollar, classificadas com alto nível de segurança. A Paxos USD apareceu no bloco de liderança das moedas consideradas mais fortes, enquanto Gemini USD e EUR Convertible receberam nota 3, vista como adequada.

Já a nota 5, a mais baixa do ranking, foi atribuída à Tether, à TrueUSD e à Ethena USD. Para a agência, esse grupo apresenta uma estrutura frágil para sustentar a paridade no longo prazo.

Para quem usa stablecoin no Brasil, o recado é direto: ativos parecidos no nome podem carregar níveis bem diferentes de reserva, custódia e risco de perder a paridade.