A Samsung anunciou na quarta-feira (22) que vai integrar stablecoins de forma nativa aos seus dispositivos por meio da Samsung Wallet. Na prática, são criptomoedas pareadas a ativos estáveis, como o dólar, usadas para transferir valor com menos oscilação do que moedas como Bitcoin (BTC).

O que aconteceu: durante o evento Galaxy Unpacked 2026, a empresa disse que a carteira digital vai além de dinheiro e poupança para suportar novas formas de valor digital, incluindo stablecoins. Segundo a apresentação, a proposta é permitir transferências rápidas e confiáveis e transformar a Samsung Wallet na base de um ecossistema voltado a pagamentos, recompensas e ativos digitais em uma experiência unificada.

Por que importa: estimativas indicam que cerca de 1 bilhão de smartphones Samsung Galaxy estão em uso ativo no mundo. A empresa já vinha mostrando interesse no setor: em 2019, lançou o Keystore, recurso criado para armazenar chaves privadas, e, em maio, comprou uma pequena participação em uma corretora de criptomoedas da Coreia do Sul.

As informações da carteira serão protegidas pelo Knox, sistema de segurança da Samsung com criptografia de ponta a ponta. No mesmo evento, a fabricante também apresentou a oitava geração da linha Galaxy Z Series e novas ferramentas ligadas à IA.

Em números: o mercado de stablecoins está avaliado em US$ 311 bilhões (aprox. R$ 1,8 tri). Projeções do Citi apontam que esse volume pode chegar a US$ 4 trilhões (aprox. R$ 23,2 tri) em 2030. O interesse também avançou em outras empresas tradicionais, como Visa e Mastercard.

Para o brasileiro, a novidade ajuda a mostrar como pagamentos com ativos atrelados ao dólar podem ficar mais próximos do uso cotidiano, inclusive dentro de carteiras já conhecidas no celular.