A SEC acertou o pagamento de US$ 150 mil (aprox. R$ 870 mil) à Coinbase para encerrar um processo que durava dois anos nos Estados Unidos. A corretora buscava documentos internos da agência sobre a condução das ações regulatórias contra o setor de criptomoedas durante o governo Biden.
O que aconteceu: o acordo foi apresentado na quarta-feira. A ação da Coinbase tentava obter registros da SEC para buscar evidências do que a empresa descreveu como uma política de repressão ao mercado cripto por meio de medidas de fiscalização.
Ponto central: um relatório interno de 2025 concluiu que a SEC apagou quase um ano de mensagens de texto de Gary Gensler por causa de erros considerados “evitáveis”. Segundo Paul Grewal, diretor jurídico da Coinbase, as mensagens envolviam conversas entre Gensler e outros funcionários justamente no período mais intenso da campanha anticripto mencionada pela empresa.
Grewal afirmou, em artigo publicado no Wall Street Journal, que a agência também corrigiu suas políticas de retenção de registros. Para a Coinbase, o desfecho inclui uma “indenização” de US$ 150 mil (aprox. R$ 870 mil).
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como disputas sobre transparência e guarda de registros podem influenciar a forma como reguladores tratam o mercado de cripto, tema que também interessa a quem acompanha CVM, BCB e corretoras que operam no Brasil.




