O Senado dos Estados Unidos aprovou por unanimidade uma posição contrária a qualquer perdão presidencial para Sam Bankman-Fried, fundador da FTX. Ele foi condenado a 25 anos de prisão após a quebra da corretora cripto.
Bankman-Fried havia feito um pedido formal em junho para obter clemência de Donald Trump. A manifestação dos senadores afirma que ele não deve receber perdão presidencial nem comutação de pena “sob nenhuma circunstância”.
O que aconteceu: a resolução do Senado diz que o caso de SBF envolve a integridade do sistema financeiro americano e o Estado de Direito. Promotores descreveram a FTX como “uma das maiores fraudes financeiras da história dos Estados Unidos”, por desviar bilhões de dólares de clientes para a Alameda Research.
Por que importa: a FTX não tinha criptomoedas suficientes para atender aos saques dos usuários. Na prática, clientes negociavam ativos que não estavam totalmente lastreados dentro da corretora, o que expôs uma falha grave de custódia (quando uma empresa guarda os ativos em nome do usuário).
Para o investidor brasileiro, o caso reforça a importância de entender onde os criptoativos ficam guardados e de acompanhar provas de reservas de corretoras, que tentam mostrar se a plataforma tem ativos suficientes para cobrir os saldos dos clientes.
Mesmo preso, Bankman-Fried ainda aparece ocasionalmente no X, antigo Twitter, por meio de uma conta que afirma ser administrada por terceiros. O perfil mantém cerca de 1 milhão de seguidores e tem publicado comentários sobre o mercado de ações e repostagens envolvendo investimentos ligados a nomes como Anthropic, SpaceX, Solana, Robinhood, Genesis Digital e Cursor.




