Três senadores democratas dos EUA se posicionaram contra a Lei CLARITY às vésperas da votação no Senado. Para Chris Murphy, Jeff Merkley e Chris Van Hollen, o projeto que cria regras para o mercado de ativos digitais deixa de fora questões éticas que eles consideram centrais.
O que aconteceu: Em uma coletiva de imprensa na terça-feira, os três parlamentares apareceram ao lado das organizações Americans for Financial Reform e Indivisible, além do ator Ben McKenzie, para atacar a proposta. O grupo afirmou que o texto não trata do que chamou de “corrupção cripto” de Donald Trump.
Por que importa: A crítica mira os vínculos de Trump com o setor, citando sua criptomoeda pseudônima, a empresa World Liberty Financial ligada à sua família e outros negócios e investimentos. Mesmo com essa pressão, a expectativa é que o Senado americano vote o projeto antes de 10 de agosto.
Murphy resumiu a posição dos opositores em tom duro: “Não há razão para aprovar um novo sistema regulatório para criptomoedas se esse sistema não impedir a corrupção de Trump em todo o setor”. Ele também disse que o projeto seria “inútil” se acabasse protegendo a influência de Trump sobre uma indústria que, segundo ele, o presidente teria mais poder para regular.
Para o leitor brasileiro, o debate nos EUA importa porque mudanças nas regras do maior mercado financeiro do mundo podem influenciar o funcionamento de corretoras, emissores de tokens e a discussão regulatória em outros países, incluindo o Brasil.




