A Solana Foundation anunciou nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, o STRIDE, sigla para Solana Trust, Resilience and Infrastructure for DeFi Enterprises. O programa foi estruturado para monitorar e avaliar continuamente a segurança dos protocolos do ecossistema Solana, com execução da Asymmetric Research. Ao mesmo tempo, a fundação lançou a Solana Incident Response Network (SIRN), uma coalizão formada por Asymmetric, OtterSec, Neodyme, Squads e Zeroshadow para coordenar respostas a incidentes em tempo real.

O anúncio ocorre poucos dias após o exploit de US$ 285 milhões no Drift Protocol, apontado como o maior roubo já registrado em um único protocolo da rede Solana. Segundo o texto de origem, a Elliptic confirmou que o ataque foi ligado a atores norte-coreanos, o que elevou o nível de preocupação no ecossistema. Nesse mesmo contexto, o SOL era negociado na faixa de US$ 135, com queda de cerca de 18% em 30 dias.

Como o programa funciona

De acordo com a fundação, o STRIDE v0.1 avalia os protocolos com base em oito pilares, incluindo:

  • segurança operacional
  • configurações de multisig
  • controles de acesso
  • governança de contratos
  • exposição a oráculos
  • gestão de chaves
  • processos de atualização
  • vulnerabilidades de governança on-chain

Cada protocolo receberá uma avaliação independente da Asymmetric Research, com laudo público, independentemente do tamanho do projeto. Protocolos com TVL acima de US$ 10 milhões que forem aprovados passarão a ter monitoramento de ameaças 24 horas pago pela fundação. Já os que tiverem mais de US$ 100 milhões em TVL também terão acesso a ferramentas de verificação formal de smart contracts.

Contexto e impacto

A iniciativa chega em um momento em que a Solana tenta responder a um histórico de crescimento acelerado acompanhado de falhas operacionais e exploits relevantes. O texto cita quatro interrupções graves entre 2021 e 2022, além do ataque de US$ 320 milhões à Mango Markets em outubro de 2022. Em 2023 e 2024, a fundação já havia distribuído ferramentas como monitoramento da Hypernative, alertas da Range Security e análises da Sec3 X-Ray.