A SpaceX escolheu a Nvidia para desenvolver o equipamento de processamento dos satélites Starmind AI1. O projeto pretende colocar centros de dados em órbita, com cada satélite equipado com GPUs Rubin e CPUs Vera, os processadores mais recentes da Nvidia.

O que aconteceu:

  • A Nvidia lançou sua divisão de computação espacial em 16 de março, com seis parceiras iniciais: Aetherflux, Axiom Space, Kepler Communications, Planet Labs, Sophia Space e Starcloud. A SpaceX não estava na lista e agora se tornou o maior cliente anunciado pela divisão.
  • Em janeiro, a SpaceX pediu autorização à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para operar até 1 milhão de satélites entre 500 e 2 mil quilômetros de altitude. A empresa descreve a rede como uma malha de laser com capacidade na escala de petabits.
  • A FCC aceitou o pedido em fevereiro, mas ainda não tomou uma decisão final. Sem essa licença, o Starmind continua sendo apenas um projeto de aquisição de chips.

Em números:

A Nvidia era negociada a US$ 212,91 (aprox. R$ 1.235) na tarde de terça-feira, alta de 3,03%. A SpaceX avançou 8,67%, para US$ 124,46 (aprox. R$ 722). Mesmo após entrar no Nasdaq-100, a ação da SpaceX ainda estava 35% abaixo do pico registrado no início de julho.

Segundo a Nvidia, o módulo Space-1 Vera Rubin pode oferecer até 25 vezes mais capacidade de inteligência artificial do que uma GPU H100. As entregas em grande escala estão previstas para começar no segundo semestre.

Para o investidor brasileiro, a reação dos papéis não elimina os riscos: o projeto ainda depende de autorização regulatória e a operação de IA da SpaceX registrou prejuízo de US$ 6,4 bilhões (aprox. R$ 37,1 bilhões) sobre receita de (aprox. ) no ano passado.