A SpaceX anunciou uma parceria com a Nvidia para equipar os satélites Starmind AI1 com chips de processamento voltados a inteligência artificial. O acordo foi divulgado poucas horas antes da apresentação dos primeiros resultados trimestrais da SpaceX no mercado aberto. Na terça-feira, os papéis das duas companhias reagiram em alta.

O que aconteceu: cada satélite do projeto Starmind levará GPUs Rubin e CPUs Vera, a geração mais recente de processadores da Nvidia. A proposta da SpaceX é criar data centers em órbita, numa frente que a Nvidia classifica como space computing (computação espacial, ou seja, processamento de dados feito no espaço).

Em números: a ação da Nvidia (NVDA) subia 3,03%, para US$ 212,91 (aprox. R$ 1.235), enquanto a SpaceX (SPCX) avançava 8,67%, para US$ 124,46 (aprox. R$ 722). Em janeiro, a SpaceX pediu à FCC autorização para operar até 1 milhão de satélites com data center orbital, em altitudes entre 500 e 2 mil quilômetros. Hoje, cerca de 15 mil satélites orbitam a Terra.

A parceria também coloca a SpaceX entre os nomes mais relevantes da divisão de space computing da Nvidia, lançada em 16 de março. Na época, a fabricante havia anunciado seis parceiras iniciais, mas a SpaceX ficou de fora. Agora, passa a ser o maior cliente divulgado até aqui.

Por que importa: o projeto ainda depende de aprovação regulatória. A FCC aceitou o pedido da SpaceX em fevereiro, mas ainda não deu a decisão final. Sem essa licença, o Starmind segue como uma encomenda de chips, sem operação autorizada.

Para o leitor brasileiro, o caso ajuda a medir como o mercado global de IA e infraestrutura espacial continua mexendo com ações de tecnologia, mesmo quando o modelo de negócios ainda depende de aprovação regulatória e geração de caixa.