A SpaceX (SPCX) fechou 30 de junho com US$ 1,098 bilhão (aprox. R$ 6,4 bi) em ativos digitais, segundo seu balanço trimestral. O valor ficou abaixo dos US$ 1,637 bilhão (aprox. R$ 9,5 bi) registrados no fim de 2025, mas a empresa não vendeu sua posição em Bitcoin (BTC).

O que aconteceu: a companhia de Elon Musk manteve 18.712 BTC, o que preserva sua posição como a 8ª maior empresa de capital aberto em reservas de bitcoin. Embora o relatório cite apenas “ativos digitais”, os números batem com os dados informados pela empresa no processo de IPO.

Em números: a redução no valor contábil da posição reflete uma perda não realizada, causada pela queda do preço do BTC no primeiro semestre. A reserva da SpaceX ainda permanece bem acima do custo original de aquisição, estimado em cerca de US$ 661 milhões (aprox. R$ 3,8 bi), ou aproximadamente US$ 35,3 mil (aprox. R$ 205 mil) por bitcoin.

Se a fusão com a Tesla (TSLA) avançar, essa reserva pode ficar ainda maior. Somadas, as duas empresas de Musk teriam mais de 30 mil bitcoins, considerando também os 11.509 BTC da montadora, o que poderia colocá-las entre as cinco maiores companhias abertas com a criptomoeda em caixa.

Para o leitor brasileiro, o movimento reforça como grandes empresas seguem tratando o BTC como ativo de tesouraria, mesmo com a volatilidade que afeta o valor dessas reservas ao longo do tempo.