A SpaceX estreou seu primeiro relatório trimestral como empresa de capital aberto com receita de US$ 7,8 bilhões (aprox. R$ 45,2 bi), acima da projeção de cerca de US$ 6,81 bilhões (aprox. R$ 39,5 bi). Ao mesmo tempo, os ativos digitais da companhia caíram para US$ 1,098 bilhão (aprox. R$ 6,4 bi), ante US$ 1,637 bilhão (aprox. R$ 9,5 bi) no fim de dezembro.

As ações fecharam o dia em alta de 9,43%, a US$ 125,33 (aprox. R$ 726,9), mas recuaram mais de 8% no after-market antes da teleconferência de resultados. O movimento mostrou que o mercado recebeu bem a receita, mas ainda tem dúvidas sobre o ritmo de gastos da empresa.

O que aconteceu: a divisão de conectividade, puxada pela Starlink, faturou US$ 4,291 bilhões (aprox. R$ 24,9 bi), alta de 66% em um ano. O lucro operacional desse segmento subiu 79%, para US$ 1,656 bilhão (aprox. R$ 9,6 bi). A base de assinantes da Starlink dobrou em 12 meses e chegou a 12 milhões, com receita média de US$ 66 por mês (aprox. R$ 383).

Em números: a área de inteligência artificial gerou US$ 2,561 bilhões (aprox. R$ 14,9 bi) em receita, avanço de 247% na comparação anual, apoiada por contratos de nuvem que somam US$ 14,1 bilhões (aprox. R$ 81,8 bi) em vendas contratadas. O prejuízo operacional do segmento caiu para US$ 1,257 bilhão (aprox. R$ 7,3 bi), cerca de metade dos US$ 2,39 bilhões (aprox. R$ 13,9 bi) esperados por analistas. O prejuízo por ação ficou em US$ 0,09 (aprox. R$ 0,52), melhor do que a expectativa de cerca de US$ 0,24 (aprox. R$ 1,39) por ação.

A baixa nos criptoativos equivale a uma queda de em seis meses. A empresa não detalhou quais moedas mantém. A estima que a companhia detenha , o que sugeriria um custo de cerca de (aprox. ) por unidade com base no valor de junho. Com o negociado perto de (aprox. ) na terça-feira, os dados apontam para desvalorização contábil, e não necessariamente venda dos ativos.