Mais de 99% do volume de stablecoins retirado de carteiras vinculadas a exchanges monitoradas pelo BeInCrypto voltou a circular em até 30 dias. O valor médio de cada saque foi de US$ 544 (aprox. R$ 3,2 mil), enquanto o volume anualizado alcançou US$ 31,5 bilhões (aprox. R$ 182,7 bilhões) em 2026.

Como o dinheiro circula: os recursos incluem salários de prestadores de serviço, pagamentos de clientes, receitas de exportação e quitação de faturas de fornecedores. Os dados on-chain (registros públicos das transações em redes de blockchain) mostram a movimentação entre carteiras, mas não identificam sozinhos a finalidade de cada transferência.

O que os dados mostram: todos os grupos analisados movimentaram pelo menos 96% do valor sacado em até um mês. No grupo da Bitso de março de 2026, na rede Tron, cerca de 89% dos endereços funcionaram como carteiras de passagem, movimentando ao menos 90% dos recursos em até 30 dias. Apenas 6% foram classificados como poupadores de longo prazo.

Para brasileiros, o uso de stablecoins pode facilitar recebimentos e pagamentos internacionais, além de permitir manter parte da renda vinculada ao dólar antes da conversão para reais. A operação, porém, exige atenção às regras fiscais e regulatórias aplicáveis.

O indicador de meia-vida do dólar, que mede o tempo necessário para metade do saldo sacado ser movimentada novamente, subiu de 4,7 dias, em março de 2025, para 10,9 dias, em março de 2026. O movimento sugere que as plataformas digitais em dólar passaram a manter os recursos por mais tempo, embora a maior parte continue sendo usada em operações entre fronteiras.