As stablecoins movimentam até US$ 35 trilhões por ano nas blockchains, mas a maior parte desse volume não vem de compras, remessas ou pagamentos de fornecedores. Segundo a McKinsey, com a Artemis Analytics, os pagamentos efetivos somaram cerca de US$ 390 bilhões em 2025.

Por que importa: o número mostra que o uso prático ainda é pequeno perto do volume total. A maior parte das transações registradas nas redes é inflada por negociações de criptomoedas, arbitragem, transferências internas entre carteiras da mesma instituição e interações automatizadas com contratos inteligentes (programas que executam regras sozinho na blockchain).

Em números: os US$ 390 bilhões representam pouco mais de 1% dos US$ 35 trilhões registrados nas blockchains e apenas 0,02% de todo o mercado global de pagamentos.

Para o leitor no Brasil, isso ajuda a separar marketing de uso real: stablecoin pode ser útil em remessas e liquidação, mas o volume bruto não diz sozinho quanto ela já entrou no dia a dia.

O cálculo anualizado considerou a atividade registrada em dezembro de 2025 e excluiu operações ligadas principalmente a negociação de criptomoedas, arbitragem, movimentações entre carteiras da mesma instituição e interações automatizadas com contratos inteligentes.