O Standard Chartered afirma que a Arbitrum pode ganhar destaque no mercado de ativos digitais até 2030 com a migração de ativos tradicionais para blockchain. A tese do banco passa pela Robinhood Chain, apontada como o primeiro grande exemplo desse movimento dentro da rede.
A Arbitrum é uma rede de camada 2, ou seja, uma infraestrutura criada para processar transações com mais escala sobre outra blockchain. Segundo Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, a economia da rede tem potencial porque ela recebe 10% da receita líquida de protocolo gerada por empresas que constroem sobre sua infraestrutura.
Kendrick afirma que a Robinhood Chain, desenvolvida pela corretora on-line Robinhood, já alterou de forma material a dinâmica de receitas da Arbitrum. No ritmo atual, a rede deve gerar US$ 5 milhões (aprox. R$ 26,5 milhões) em receita em setembro.
Esse valor seria mais de 5 vezes o nível registrado antes do lançamento da Robinhood Chain, em julho. Para o banco, a tokenização — transformar ativos em registros digitais negociáveis em blockchain — pode dar à Arbitrum uma fonte de receita além da atividade típica de criptoativos.
A projeção envolve o ARB, token ligado ao ecossistema da Arbitrum, mas não elimina os riscos do mercado. A adoção institucional ainda depende de execução, demanda e condições de mercado, e criptoativos podem ter forte volatilidade.




