O STF manteve a prisão preventiva de Baifeng Wu, acusado de integrar um grupo investigado por fraude financeira com falsas promessas de retorno no mercado de criptomoedas. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes na terça-feira (14), no âmbito da Operação Mirage.
O que aconteceu: a investigação apura crimes de estelionato e lavagem de capitais. Segundo o inquérito, o grupo atraía vítimas com promessas de lucros acima da média, desviava os valores e fazia transferências rápidas pelo PIX antes de converter o dinheiro em criptoativos, numa tentativa de esconder a origem dos recursos.
Como o esquema operava: Baifeng Wu é apontado como responsável por uma função logística na quadrilha, com ativação de linhas telefônicas de terceiros, prática conhecida como “chipeiro”. Ele também teria usado os nomes de Vanei e Cirilo para assumir identidades falsas no contato com investidores. Os registros do inquérito ainda indicam uso de protocolos de internet com origem na China.
Em números: a Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirma que o esquema fez mais de 40 vítimas. Em um dos casos, uma única pessoa perdeu R$ 4 milhões após investir no aplicativo controlado pelo grupo. A operação cumpriu mandados em São Paulo e Goiás e bloqueou dezenas de contas bancárias e carteiras de criptoativos.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como golpes com promessa de lucro fácil podem usar PIX e criptoativos para acelerar o sumiço do dinheiro e dificultar o rastreamento.
A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul descreve uma estrutura com quatro núcleos, da captação das vítimas à ocultação dos valores. Segundo a apuração, os suspeitos compravam anúncios patrocinados nas redes sociais, levavam as pessoas para grupos fechados com dicas falsas e exibiam saldos inflados em uma plataforma sob controle da própria organização para induzir novos depósitos.




