O STJ manteve preso, em São Paulo, um dos investigados no ataque ao sistema Pix que, segundo a investigação, desviou R$ 813 milhões da empresa de tecnologia C&M Software. A decisão foi tomada na quarta-feira (5), no processo que apura fraude, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa.
O que aconteceu: os investigadores apontam que os suspeitos acessaram de forma indevida os sistemas de liquidação da companhia e distribuíram os valores por quase 300 contas bancárias falsas. Depois, os recursos teriam sido usados na compra de bitcoin e USDT, uma stablecoin pareada ao dólar, para dificultar o rastreamento.
Como o esquema operava: a apuração descreve uma divisão de funções entre os envolvidos, com operadores encarregados dos repasses e gestores responsáveis pelos criptoativos. O ataque principal ocorreu em junho de 2025 e, segundo o inquérito, contou com o aliciamento de um funcionário interno para facilitar a quebra de senhas nos servidores da vítima.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como transferências rápidas e criptoativos podem aparecer em esquemas de lavagem, o que amplia o desafio de rastreamento para autoridades e instituições financeiras.
Na Justiça: a prisão do acusado e de outros 20 suspeitos foi determinada pela Justiça paulista. A defesa pediu a revogação da custódia alegando excesso de prazo, mas a ministra Maria Marluce Caldas rejeitou o argumento e afirmou que não houve demora indevida. Segundo a decisão, o inquérito foi desmembrado em sete ações para acelerar as audiências sem comprometer a apuração.




