A Strategy pode estar mais exposta a uma janela fechada nos mercados de capitais do que a uma queda do Bitcoin. Uma análise da Regime Intelligence aponta que o modelo da empresa depende de levantar dinheiro com frequência para seguir honrando suas obrigações.
A reserva de 840.447 BTC da companhia sustenta cerca de US$ 22 bilhões (aprox. R$ 128,7 bilhões) em dívidas e créditos preferenciais. Na prática, isso significa que a estratégia de acumulação de Bitcoin da empresa depende da capacidade de captar novo capital sem interrupção.
O relatório diz que o risco central não é um evento de liquidez nem uma desvalorização do BTC, mas a perda prolongada de acesso ao mercado. Também destaca que a dívida da Strategy não funciona como um empréstimo com margem atrelado ao Bitcoin, ou seja, não há uma chamada de margem ligada ao BTC que obrigaria a empresa a vender reservas se o preço caísse.
Para o leitor no Brasil, a leitura é simples: esse tipo de estrutura mostra como tesourarias corporativas em cripto podem depender mais de crédito e captação do que da variação diária do ativo.




