A Strategy explicou por que vendeu Bitcoin em junho e quais situações podem levar a novas saídas da posição. Segundo a empresa, os gatilhos são três: reforçar o caixa em dólar, cobrir dividendos e despesas com juros e financiar recompras de ações. A companhia também afirmou que pretende ser mais seletiva nas próximas compras de BTC.
O que aconteceu: o CEO Phong Le disse, na teleconferência do segundo trimestre de 2026, que a primeira venda, de 32 BTC, serviu para testar processos internos e “preparar o mercado”. A operação gerou perda de cerca de US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,8 milhões), mas trouxe um benefício fiscal de cerca de US$ 400 mil (aprox. R$ 2,3 milhões). Depois disso, a empresa vendeu mais 3.588 BTC, também abaixo do preço médio de compra.
Em números: a Strategy informou prejuízo realizado de US$ 203 milhões (aprox. R$ 1,18 bi), com potencial benefício fiscal de US$ 59 milhões (aprox. R$ 342 milhões). Hoje, a empresa mantém US$ 3,75 bilhões em caixa (aprox. R$ 21,75 bi) e disse que quer preservar uma faixa entre US$ 3,75 bilhões e US$ 5 bilhões (aprox. R$ 21,75 bi e R$ 29 bi). As despesas com dividendos e juros estão em US$ 1,76 bilhão (aprox. R$ 10,2 bi).
O terceiro motivo citado por Phong Le é usar vendas de Bitcoin para bancar até US$ 2 bilhões em recompras de ações MSTR ou STRC (aprox. R$ 11,6 bi), quando a empresa considerar adequado. Pela cotação atual mencionada pela companhia, isso equivaleria a 31.720 BTC, ou 3,76% das moedas mantidas em caixa.
Para o leitor brasileiro, o recado é simples: mesmo a maior tesouraria corporativa de pode vender parte da posição para gerir caixa, dívida e ações. Isso ajuda a entender por que decisões de empresas listadas podem mexer com o humor do mercado, mesmo sem alterar sozinhas a liquidez do .




