A Strategy, maior empresa de tesouraria em Bitcoin (BTC) do mundo, registrou uma perda não realizada de cerca de US$ 8,3 bilhões (aprox. R$ 48,1 bi) no segundo trimestre de 2026. O resultado veio após a desvalorização de aproximadamente 14% do BTC no acumulado do trimestre, o que reduziu o valor das reservas da companhia.
O que aconteceu: a receita trimestral somou US$ 122,4 milhões (aprox. R$ 709,9 mi), alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o número não alcançou a projeção do mercado, que esperava US$ 122,9 milhões (aprox. R$ 712,8 mi).
Em números: a empresa acumula 843.775 bitcoins, avaliados em US$ 54,6 bilhões (aprox. R$ 316,7 bi), com crescimento de 25% no acumulado de 2026. O trimestre também marcou a primeira venda de BTC pela companhia desde dezembro de 2022.
Michael Saylor, fundador e presidente executivo da Strategy, reconheceu em comunicado o pessimismo dos investidores com as criptomoedas após a queda do mercado no 2T26. Segundo ele, a resposta da empresa será avançar no projeto de transformar o Digital Credit em uma nova classe de ativos e fortalecer o STRC, ação preferencial da companhia, com demanda estável, mais liquidez e menos volatilidade, para que o papel volte a ser negociado perto do valor de face de US$ 100 (aprox. R$ 580).
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como empresas expostas ao Bitcoin podem sofrer fortes oscilações de resultado mesmo quando a receita operacional cresce.
Na manhã desta divulgação, por volta de 11h15, o mercado reagia mal ao balanço: as ações da caíam , para (aprox. ).




