A Strategy voltou às compras de Bitcoin (BTC) e adquiriu 4.603 BTC por US$ 369,7 milhões (aprox. R$ 2,1 bi), segundo documento enviado à SEC, reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos. O preço médio da operação foi de US$ 80.318 (aprox. R$ 463 mil) por unidade.
Com a nova compra, a empresa de Michael Saylor passou a deter 845.050 BTC, avaliados em cerca de US$ 66,1 bilhões (aprox. R$ 380,8 bi). O custo total acumulado da posição chegou a aproximadamente US$ 63,73 bilhões (aprox. R$ 367,1 bi), incluindo taxas e despesas, com preço médio global de US$ 75.412 (aprox. R$ 434,4 mil) por bitcoin.
As reservas da companhia agora representam mais de 4% do limite máximo de 21 milhões de bitcoins. Pelos preços atuais, acima de US$ 78 mil (aprox. R$ 449,8 mil), isso equivale a cerca de US$ 2,34 bilhões (aprox. R$ 13,5 bi) em ganhos não realizados.
Michael Saylor sinalizou a retomada das compras no domingo, ao publicar no X a mensagem “We’re back”. Nesta segunda-feira, voltou a postar na rede social com a frase “paint the bears orange”, expressão frequentemente lida pelo mercado como um indício de novas aquisições da criptomoeda.
Para quem acompanha o mercado no Brasil, o movimento reforça como decisões de grandes empresas listadas no exterior podem influenciar o sentimento em torno do BTC e respingar no preço negociado por corretoras locais, em reais.
A compra foi financiada com recursos levantados pela venda de ações ordinárias Classe A da empresa, sob o ticker MSTR. Na semana passada, a Strategy vendeu 4.531.421 ações e arrecadou cerca de US$ 602,8 milhões (aprox. R$ 3,5 bi). Desse total, destinou US$ 369,7 milhões (aprox. R$ 2,1 bi) à compra de bitcoin, US$ 151,8 milhões (aprox. R$ 874,4 mi) à recompra de 1.557.177 ações preferenciais STRC e US$ 50,7 milhões (aprox. R$ 291,9 mi) ao pagamento de dividendos da STRC.




