A Strategy vendeu aproximadamente US$ 2 bilhões (aprox. R$ 10,8 bilhões) em ações preferenciais MSTR na última semana, segundo documento enviado à SEC nesta segunda-feira (24). No mesmo intervalo, a empresa não comprou nem vendeu nenhuma unidade de bitcoin (BTC).
Foram vendidas 18.261.118 ações MSTR entre 17 e 23 de agosto. Desse total, cerca de US$ 136,4 milhões foram usados para recomprar ações preferenciais STRC, US$ 300 milhões reforçaram a reserva em dólares, agora em US$ 5,1 bilhões (aprox. R$ 27,5 bilhões), e US$ 1,59 bilhão foi destinado a uma nova conta de liquidez chamada “USD Cash”.
No Brasil, esse tipo de movimento ajuda a medir o apetite de uma tesouraria corporativa por BTC, mas não muda, por si só, a lógica fiscal ou regulatória de quem negocia cripto no varejo.
A empresa disse que o caixa separado em dólares pode ser usado no futuro para compras de bitcoin, pagamento de dividendos em dinheiro, juros da dívida, recompra de ações ordinárias ou preferenciais e resgate de notas conversíveis. Em outras palavras, é uma reserva para operações típicas de uma empresa que usa bitcoin como ativo de tesouraria.
As reservas da Strategy seguem em 840.447 BTC, avaliadas em cerca de US$ 65,8 bilhões (aprox. R$ 354,1 bilhões), compradas a um preço médio de US$ 75.385 por bitcoin, com custo total de aproximadamente US$ 63,4 bilhões. No período, as ações MSTR subiram 6,1%, para US$ 119,25, enquanto o bitcoin avançou quase 25%. O estoque da empresa equivale a cerca de 4% do limite máximo de 21 milhões de bitcoins e mostra lucro não realizado de aproximadamente US$ 2,4 bilhões.




