A Strategy encerrou 26 de julho com 843.775 BTC, apenas 37 BTC a mais do que os 843.738 BTC informados em 26 de maio. Já em 2 de agosto, a reserva caiu para 842.138 BTC, depois da venda de 1.638 BTC em sete dias. Com isso, a empresa passou a ter cerca de 1.600 BTC a menos do que tinha em maio.

O que aconteceu: Michael Saylor disse em 1º de agosto que a companhia não tem uma política de “nunca vender” e que espera seguir como compradora líquida de Bitcoin (BTC) ao longo do tempo. Na prática, os registros mostram dez semanas sem compras líquidas.

Em números: a conta com dividendos das ações preferenciais chegou a US$ 400,7 milhões (aprox. R$ 2,2 bi) no segundo trimestre, contra US$ 49,1 milhões (aprox. R$ 270 mi) um ano antes. Somados, dividendos e juros agora giram em torno de US$ 1,76 bilhão por ano (aprox. R$ 9,7 bi). Até 26 de julho, a empresa já havia vendido US$ 218,4 milhões (aprox. R$ 1,2 bi) em BTC em 2026; na semana passada, somou mais US$ 104,7 milhões (aprox. R$ 576 mi) em vendas.

A venda não foi descrita como uma aposta de mercado, mas como uma forma de bancar essas obrigações. A Strategy vendeu Bitcoin a US$ 63.957 (aprox. R$ 351,8 mil) por unidade, abaixo do seu custo médio de US$ 75.419 (aprox. R$ 414,8 mil), o que representa uma perda de cerca de US$ 11.500 (aprox. R$ 63,2 mil) por moeda.

Por que importa: parte do dinheiro foi usada para recomprar 912.143 ações STRC, papel preferencial ligado ao Bitcoin que paga 12% ao ano. Cada ação deveria valer (aprox. ), mas a companhia pagou (aprox. ), capturando um desconto de cerca de e reduzindo despesas futuras com dividendos. A empresa também vendeu ações ordinárias e levantou (aprox. ).