A receita de taxas do Ethereum (ETH) recuou 51% na comparação anual e ficou em cerca de US$ 64 milhões (aprox. R$ 371,2 milhões) no segundo trimestre, segundo a Bitwise. Para a gestora, a queda não aponta perda de interesse na rede: o movimento refletiu blockspace mais barato e mais disponível, enquanto a atividade continuou subindo.
O que aconteceu: o Ethereum processou 203,9 milhões de transações no trimestre, acima das 121,1 milhões de um ano antes. A rede também chegou a 26 transações por segundo, ante 15 no período anterior, após o limite de gás do bloco subir para 60 milhões.
Em números: a receita havia alcançado cerca de US$ 131 milhões (aprox. R$ 759,8 milhões) no segundo trimestre de 2025 e caiu para perto de US$ 64 milhões (aprox. R$ 371,2 milhões) um ano depois. Em ETH, porém, o quadro foi diferente: a receita saiu de 27.670 ETH no primeiro trimestre para 31.166 ETH no segundo, na primeira alta trimestral em mais de um ano.
Segundo a Bitwise, a diferença entre receita em dólar e uso da rede está ligada ao próprio desenho do protocolo. Com mais oferta de blockspace (o espaço disponível para registrar transações), os usuários passaram a pagar menos por operação. A queda em dólar também foi influenciada pelo enfraquecimento do preço do ETH no período.
O staking (bloqueio de moedas para ajudar a operar a rede e receber recompensas) também avançou. O volume ativo chegou ao recorde de 40,2 milhões de ETH, o equivalente a cerca de 33% do fornecimento total, impulsionado por novos aportes institucionais.
Para o leitor brasileiro, o dado reforça que taxa mais baixa em uma blockchain não significa, por si só, menos uso ou menos demanda pelo ativo.



