A TCR protocolou no Banco Central um pedido de autorização para funcionar como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), na modalidade de intermediária, após processar mais de R$ 9 bilhões em operações desde sua fundação, em 2024.

Segundo o Livecoins, a empresa intermedeia a compra e a venda de dólar digital, o USDT, para clientes corporativos. O serviço inclui operações de balcão, ou OTC, negociadas diretamente entre as partes fora dos livros de ofertas das plataformas, e integração por API aos sistemas dos clientes.

O pedido foi apresentado dentro do prazo de 30 de outubro definido pelo Banco Central para empresas que já operavam quando as novas regras entraram em vigor, em fevereiro. Quem protocolou a solicitação no período pode continuar funcionando até a decisão final, mas a autorização ainda depende da análise do BC.

As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, editadas em novembro de 2025, estabeleceram requisitos de governança, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança operacional, transparência e proteção aos clientes para as empresas do setor.

“O uso de stablecoins, que por muito tempo ficou concentrado no investidor de criptomoedas, chegou às empresas, que hoje recorrem a elas para movimentar recursos com mais agilidade”, afirmou Pedro Abrão, advogado da TCR, segundo o Livecoins.