O t.me, domínio usado pelo Telegram para encurtar e redirecionar links, ficou indisponível por um breve período na segunda-feira (13). Depois de rumores sobre possível expiração do registro, a empresa Domain.ME disse que a suspensão foi causada por regras de conformidade com sanções impostas pelos Estados Unidos.
O que aconteceu: o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra a First VPN Service (1VPNS), acusada de vender serviços a grupos de ransomware (tipo de ataque que sequestra sistemas e cobra resgate). Segundo o governo americano, os clientes da empresa incluíam operadores de ransomware e outros cibercriminosos, com vítimas entre companhias de serviços financeiros, hospitais e governos municipais.
A medida também atingiu Dmytro Rashevskyi, ligado à 1VPNS, e Yegeniy Vladimirovich Silayev, descrito como vendedor de “cryptors” (ferramentas usadas para esconder malwares). Na lista da OFAC, o governo incluiu endereços de Bitcoin, Ethereum, Zcash, Tron, Solana e Dogecoin associados a Rashevskyi, além de sites ligados à operação — entre eles uma URL do Telegram com o domínio t.me.
Resposta da empresa: Pavel Durov, fundador do Telegram, questionou publicamente a falha do domínio. Cerca de 12 horas depois, a Domain.ME respondeu que o t.me havia sido suspenso para cumprir exigências da OFAC, órgão americano que administra sanções, e que o serviço já havia sido restabelecido.
Em comunicado publicado na terça-feira (14), a empresa afirmou que um canal da 1VPNS no Telegram fazia parte da infraestrutura identificada nas sanções e que, por isso, o domínio t.me foi suspenso. Segundo a explicação, o bloqueio caiu depois que o Telegram removeu os links ligados à 1VPNS.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como sanções dos EUA podem afetar serviços globais usados no dia a dia, mesmo quando a medida mira um link específico.




