O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ampliou nesta segunda-feira (13) sua lista de sanções contra alvos ligados a Cuba. A ação foi conduzida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) e incluiu carteiras de criptomoedas em várias blockchains.

O que aconteceu: o governo americano informou que adicionou 13 novos fundos fiduciários e carteiras de cripto controladas por pessoas acusadas de terrorismo virtual. O documento cita endereços nas redes de Tron (TRX), Dogecoin (DOGE), Solana (SOL), Dash (DASH), Zcash (ZEC) e Litecoin (LTC), além de fundos em Bitcoin e Ethereum.

Quem entrou na lista: o Tesouro bloqueou uma conta atribuída a Dmytro Rashevskyi, cidadão da Ucrânia acusado pelas autoridades de operar ferramentas virtuais que teriam causado prejuízos a americanos. A lista também menciona contas bancárias vinculadas a Yevgeniy Vladimirovich Silayev, morador de Belarus.

As sanções também alcançam entidades associadas ao regime cubano. Entre elas está a Associação de Combatentes da Revolução Cubana, ativa desde dezembro de 1993, além de outras seis corporações estatais e do Ministério do Turismo de Cuba.

Para o leitor brasileiro, o ponto central é que sanções desse tipo podem afetar corretoras, plataformas e usuários que tenham contato com carteiras bloqueadas, já que empresas com exposição internacional costumam reforçar filtros de compliance e rastreamento on-chain (monitoramento de transações na blockchain).