A Tether, emissora do USDT, disse que colaborou com autoridades dos Estados Unidos em uma operação que reteve US$ 52 milhões (aprox. R$ 286 milhões) em criptomoedas na sexta-feira (11). O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) fez um agradecimento formal à empresa pela cooperação.
A ação mirou o grupo Xinbi, descrito por investigadores como uma organização com raízes asiáticas que dava suporte a quadrilhas de golpes em diferentes países. Segundo as autoridades, a ajuda da Tether permitiu travar transações suspeitas ligadas à lavagem de dinheiro.
Paolo Ardoino, diretor executivo da Tether, afirmou que grupos criminosos “já deveriam ter entendido que o uso de ativos digitais não as coloca acima da lei”. Ele disse ainda que a infraestrutura de stablecoin — cripto que tenta manter paridade com uma moeda, como o dólar — pode ajudar autoridades a “identificar, interromper e impedir atividades financeiras ilícitas”.
A rede investigada usava canais no Telegram para conectar golpistas a fornecedores de serviços ilegais, incluindo criação de sites falsos de investimento e métodos de recrutamento para redes de tráfico. Investigadores rastrearam valores roubados de vítimas americanas até contas desses fornecedores e assumiram o controle de duas carteiras de criptomoedas que somavam US$ 12 milhões (aprox. R$ 66 milhões). Também foi pedido o congelamento judicial de outros 47 endereços públicos ligados ao esquema.
Para quem usa USDT no Brasil, o caso reforça um ponto simples: stablecoins podem ser rastreadas e bloqueadas quando autoridades identificam suspeita de crime.
A Tether afirma já ter enviado dados a 340 agências de segurança em 67 países e colaborado em mais de 2 mil casos contra fraudes online. Segundo a empresa, essas ações resultaram no bloqueio de mais de US$ 5 bilhões (aprox. R$ 27,5 bilhões) em valores ligados a crimes cibernéticos, metade disso em cooperação direta com órgãos dos Estados Unidos.




