A Tether disse que encerrou o segundo trimestre de 2026 com US$ 187,75 bilhões em ativos totais (aprox. R$ 1,09 tri) e US$ 183,64 bilhões em passivos (aprox. R$ 1,06 tri). Com isso, o excedente de reservas do USDT chegou a US$ 4,11 bilhões (aprox. R$ 23,8 bi), enquanto o lucro operacional líquido ficou em US$ 1,5 bilhão (aprox. R$ 8,7 bi).

O que aconteceu: a empresa atribuiu o resultado principalmente aos retornos da carteira de títulos do Tesouro dos Estados Unidos e de acordos de recompra (repos, operações de curto prazo com recompra de ativos). A Tether também reduziu em US$ 2,38 bilhões (aprox. R$ 13,8 bi) sua exposição a empréstimos garantidos, uma queda de 15% na comparação com o trimestre anterior.

Em números: a oferta de USDT em circulação subiu para cerca de US$ 184,6 bilhões (aprox. R$ 1,07 tri) no fim de junho, avanço de US$ 446 milhões (aprox. R$ 2,6 bi) sobre o trimestre anterior. Segundo a empresa, isso ocorreu mesmo com a queda da capitalização total do mercado de stablecoins no período, o que levou sua participação de mercado para mais de 60%.

A Tether também reforçou a diversificação das reservas com a compra de 14 toneladas de ouro físico, elevando o total para mais de 146 toneladas. Segundo a companhia, a composição das reservas combina títulos do Tesouro, equivalentes de caixa, repos, Bitcoin e ouro para sustentar a capacidade de resgates em diferentes condições de mercado.

O CEO Paolo Ardoino afirmou que o trimestre colocou os ativos de reserva à prova em meio à pressão do mercado e, segundo ele, mostrou a eficiência da estratégia conservadora da empresa. A Tether também disse que sua base global de usuários cresceu em mais de 30 milhões de pessoas no período e que segue trabalhando em uma auditoria com uma das .