John Thune, líder da maioria no Senado dos EUA, ainda planeja apresentar o pedido de encerramento da tramitação da Clarity Act antes do recesso parlamentar de agosto. Na prática, isso deixaria o projeto pronto para ser analisado pelo plenário quando os senadores voltarem, em 11 de setembro.
O que aconteceu: a Clarity Act, nome oficial da Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais, busca definir regras para a regulação de ativos digitais nos EUA. Para avançar no Senado, o texto precisa de 60 votos, patamar que ainda não foi alcançado.
Por que importa: o pedido de encerramento funciona como uma etapa processual que acelera o caminho para a votação em plenário. Segundo Eleanor Terrett, o gabinete de Thune informou essa intenção a líderes da indústria cripto na sexta-feira, reforçando a leitura de que o tema deve entrar na lista de prioridades de setembro.
Há entraves políticos relevantes. Os republicanos ainda precisam de cerca de sete votos democratas, enquanto seguem as divergências sobre rendimento de stablecoins e regras de ética. A pressão de bancos contra o rendimento de stablecoins já convenceu parte dos republicanos, e o Polymarket estima em cerca de 15% a chance de aprovação do projeto ainda neste ano.
O Bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 65 mil (aprox. R$ 377 mil) na sexta-feira, com alta de 0,3% em 24 horas. Como o prazo para apresentar o pedido vai da noite de sexta até a manhã de segunda-feira, negociações reservadas ao longo do fim de semana podem provocar reação rápida no mercado.
Para o investidor brasileiro, o efeito mais imediato tende a aparecer no preço do BTC e no valor em real, já que movimentos nos EUA costumam respingar nas corretoras locais.
Finais de semana costumam ter menos liquidez no mercado cripto, o que amplia oscilações. Por isso, uma apresentação surpresa do texto, um acordo de última hora sobre stablecoins ou ética, ou até um comentário da Casa Branca pode mexer com o preço do antes da abertura da semana.




