A TAC, listada na Binance Alpha, registrou uma das quedas mais bruscas do ano no mercado cripto. Em poucos minutos, o token saiu de cerca de US$ 0,06 para perto de US$ 0,004, enquanto o volume de negociações aumentava em meio a vendas em pânico. Depois do mergulho, o ativo passou a oscilar próximo da mínima, ainda acumulando desvalorização superior a 90%.
A movimentação ocorreu apenas uma semana após a TAC atingir sua máxima histórica, em torno de US$ 0,067. O projeto é uma blockchain compatível com Ethereum Virtual Machine (EVM) e foi criado para conectar aplicações do Ethereum ao ecossistema TON e Telegram. A empresa levantou cerca de US$ 11,5 milhões com investidores como TON Ventures, Hack VC, Animoca Ventures, Symbolic Capital, Primitive e Spartan Group.
Até a publicação da reportagem de origem, nem a equipe da TAC nem a Binance haviam apresentado uma causa confirmada para a queda. Também não havia sinais de falha no protocolo, ataque hacker ou exploração de rede ligados ao movimento desta segunda-feira.
O que está no radar do mercado
Analistas apontaram algumas hipóteses para a derrocada:
- liquidez limitada no livro de ordens;
- movimentações de grandes investidores;
- liquidações em cascata.
Discussões não verificadas em dados on-chain também levantaram dúvidas sobre possível concentração relevante da oferta em poucos grupos de carteiras, mas essas alegações não foram confirmadas.
O episódio acontece semanas depois de um exploit na ponte cross-chain da TAC, em maio de 2026, que gerou perdas de cerca de US$ 2,8 milhões. Os usuários afetados foram ressarcidos, e não há indicação de relação direta entre aquele incidente e o tombo atual, embora o histórico possa ter pesado no sentimento do mercado.
Para o leitor brasileiro, o caso reforça o risco elevado de tokens recém-listados e com liquidez restrita, especialmente em movimentos bruscos que podem ampliar perdas em poucos minutos.



