Tom Lee afirma que o trade de inteligência artificial ainda não acabou. Para ele, a próxima perna desse movimento deve vir dos pagamentos em cripto criados para agentes de software, e não para pessoas.
Jordi Visser discorda do ritmo dessa tese. O gestor vê o período dos ganhos fáceis com IA mais perto do fim, embora também enxergue o Ethereum como destino provável das transações que vierem desse mercado.
O que Lee defende: o executivo da Fundstrat diz que chips foram só a primeira etapa do ciclo. Agora, a oportunidade estaria nos serviços financeiros, com agentes que não precisam de confiança, comprovação de fundos, crédito ou arrecadação tributária para operar.
Em números: o Ethereum é negociado perto de US$ 1.873 (aprox. R$ 10,8 mil), com alta de 19,7% em 30 dias, mas ainda acumula queda de 51% em 12 meses. A BitMine Immersion Technologies informou ter 5,79 milhões de ETH em 27 de julho, cerca de 4,8% do suprimento em circulação.
Lee também preside a BitMine, maior detentora corporativa de ether. Em mensagem ao conselho, ele disse que o valor futuro da ação da empresa depende fortemente do preço futuro do Ethereum, e estimou correlação de 90% entre a ação e o ETH.
Para o leitor brasileiro, a leitura prática é que o Ethereum segue no centro de discussões sobre infraestrutura financeira em cripto, mas isso não elimina a volatilidade nem o risco de apostas corporativas muito concentradas em ETH.
No debate, o Virtuals Protocol apareceu como exemplo de atividade ainda menor do que a especulação em torno de agentes. A empresa diz que seu launchpad para tokens de agentes movimentou cerca de US$ 15 bilhões (aprox. R$ 86,7 bi), enquanto o comércio entre agentes somou cerca de US$ 500 milhões em um ano.
O token é negociado a cerca de (aprox. ) e acumula queda de desde o pico de janeiro de . Em cripto, esse tipo de movimento reforça o risco de volatilidade extrema e de apostas que dependem mais de narrativa do que de uso real.




