Tom Lee, chefe de pesquisa da Fundstrat Global Advisors, afirmou que o S&P 500 pode atingir 7.900 a 8 mil pontos até o fim de agosto. Ao mesmo tempo, ele avalia que uma correção de 10% faria bem ao mercado, mesmo com os fundamentos ainda positivos.
A análise foi apresentada após dados de inflação de julho nos EUA ajudarem as ações a renovar máximas. Os preços ao consumidor subiram 0,1% no mês e 3,4% em 12 meses, enquanto a inflação central ficou em 2,5% ao ano.
O que aconteceu: Lee disse à CNBC que o rali continua saudável e associou sua projeção ao avanço nas estimativas de lucro das empresas. Segundo ele, as projeções para 2027 passaram de cerca de US$ 395 (aprox. R$ 2,3 mil) para US$ 410 (aprox. R$ 2,4 mil) durante a temporada de balanços. Na conta do estrategista, um múltiplo de 20 vezes sobre US$ 425 (aprox. R$ 2,5 mil) apontaria para algo perto de 9 mil pontos.
Por que importa: Apesar do otimismo, Lee listou quatro riscos para uma virada do mercado. O principal é a dívida com margem, que chegou ao recorde de US$ 1,53 trilhão (aprox. R$ 8,9 tri) em junho, segundo a FINRA, com alta de 7,9% em um mês e de 51,5% em 12 meses. Ele também citou incertezas sobre a condução de Kevin Warsh no Fed, as eleições de meio de mandato em novembro e o cronograma de liberação de ações da SpaceX.
No debate, não houve consenso. Courtney Garcia, da Payne Capital, afirmou que os lucros ainda sustentam os preços atuais das ações. Já Stephanie Guild, da Robinhood, ficou mais perto da visão de Lee e disse que períodos de alta costumam ampliar o uso de crédito, criando espaço para uma queda forte mais à frente.
O paralelo com cripto apareceu no fim da análise. O era negociado perto de (aprox. ), com recuo de em 24 horas e valor de mercado de cerca de (aprox. ). Para Lee, a desalavancagem que ele ainda espera nas ações já ocorreu no mercado de cripto.




