O TRE-PR analisou no domingo (13) uma ação contra Jeffrey Chiquini (NOVO-PR), candidato a deputado federal nas eleições 2026. A denúncia foi apresentada por Arilson Maroldi Chiorato (PT-PR), deputado estadual do Paraná e também candidato à Câmara.

Chiorato acusa Chiquini de usar um site de cursos, um grupo VIP no Telegram e canais monetizados no YouTube e no TikTok para misturar conteúdo político com dicas de investimento. A ação também menciona uso de criptomoedas para impulsionamento artificial no Telegram — isto é, para tentar aumentar alcance ou engajamento — e uma suposta oferta de mineração de criptoativos, atividade em que computadores validam transações e recebem recompensas.

A denúncia cita estimativas de receita com publicações em agosto: até R$ 32.295,06 no ecossistema do Google e R$ 12.759,11 no TikTok. Os autos também mencionam R$ 670 mil em recursos de fundos públicos para custeio da chapa, além de alegada omissão de empresas na declaração de bens e uso de endereços comerciais para veicular anúncios.

Uma decisão em plantão judicial determinou a remoção de conteúdos políticos do site corporativo e do aplicativo de mensagens em até 24 horas, sob multa de R$ 10 mil por dia. Depois, o relator, desembargador Fernando Prazeres, suspendeu a punição ligada ao perfil no Telegram ao considerar provas apresentadas pela defesa sobre fraude externa e criação de conta por terceiros. A corte também rejeitou a suspensão ampla de perfis por risco de censura a publicações sem irregularidade.

Para o eleitor no Brasil, o ponto central é direto: doações eleitorais em criptomoedas são proibidas, e o uso de estruturas digitais com cripto pode virar alvo da Justiça Eleitoral quando houver suspeita de financiamento irregular ou abuso econômico.

A defesa de Chiquini terá 5 dias para se manifestar no processo. O advogado reúne mais de de seguidores no Instagram e, segundo a ação, conta com apoio político de , e em sua candidatura.