A União Europeia anunciou nesta quinta-feira (23) um novo pacote de sanções contra a Rússia, ainda em guerra com a Ucrânia desde fevereiro de 2022. Segundo Kaja Kallas, vice-presidente da Comissão Europeia, as medidas miram as fontes de financiamento que sustentam o esforço de guerra de Moscou.
O que aconteceu: Kallas afirmou que a UE chegou a um acordo sobre o 21º pacote de sanções contra a Rússia. Segundo ela, o conjunto de medidas atinge o sistema financeiro de Moscou, o complexo militar-industrial e o setor de energia, com o objetivo de “atingir Putin onde mais dói” ao cortar recursos usados na guerra.
Em números: o pacote foi descrito como o maior dos últimos quatro anos, com 218 inclusões. Entre os alvos, estão mais de 100 bancos e operadores de criptomoedas, mais de 50 empresas militares-industriais — incluindo fabricantes de drones —, mais de 40 embarcações da chamada “frota fantasma” e várias refinarias de petróleo na Rússia e em Belarus.
Kallas também disse que essas novas restrições se somam às sanções anunciadas na semana anterior contra responsáveis por abusos e assassinatos de prisioneiros de guerra ucranianos e civis detidos, além de empresas de tecnologia acusadas de viabilizar a repressão do Kremlin contra usuários da internet.
Para quem acompanha cripto no Brasil, o movimento reforça a pressão internacional sobre o uso de infraestrutura digital e financeira em contextos de sanções, mesmo quando a UE ainda não detalhou quais operadores de criptomoedas foram atingidos.
A guerra entre Rússia e Ucrânia continua após mais de quatro anos de conflito, em meio a novos episódios de escalada. Nesta semana, o presidente Vladimir Putin agradeceu o apoio da Coreia do Norte com soldados e armas. Em 2025, a própria já havia sancionado mineradoras e corretoras de criptomoedas da Rússia. Em , a UE também anunciou sanções contra a criptomoeda nacional de antes mesmo de seu lançamento.




