Um usuário identificado como Alex afirmou ter perdido 1.904.513 FXRP depois de seguir um link indicado pelo ChatGPT para trocar sFLR por WFLR. Segundo o relato, a resposta apontava para sceptre.network, um domínio falso que imitava a Sceptre, cujo endereço correto é sceptre.fi.

Alex disse que conectou a carteira ao site e assinou uma aprovação ilimitada, autorização que permite ao contrato mover tokens sem exigir uma nova confirmação. Pouco antes das 16h de 12 de junho no horário de Brasília, os registros em blockchain mostram que o próprio contrato do invasor executou a retirada com transferFrom. Os ativos levados eram FXRP, versão do XRP usada na rede Flare para DeFi (serviços financeiros feitos em blockchain, sem intermediários tradicionais).

A perda foi estimada por Alex em cerca de US$ 2,1 milhões (aprox. R$ 11,6 milhões). O investigador on-chain VAL afirmou que a carteira ligada ao esquema já captou mais de US$ 2,2 milhões (aprox. R$ 12,1 milhões) no total. Dados públicos também indicam que esse endereço já estava ativo desde 23 de abril e recebeu ao menos quatro tokens diferentes da Flare, sinal de que outras vítimas podem ter sido atingidas.

Para o leitor no Brasil, o alerta é simples: aprovações ilimitadas em carteiras cripto podem esvaziar seus tokens em segundos, mesmo sem uma segunda assinatura.

O golpe explora uma prática conhecida de phishing: criar domínios muito parecidos com os originais para induzir o usuário a conectar a carteira e liberar acesso aos fundos. Nesse tipo de fraude, o prejuízo não depende de uma transferência manual da vítima. Basta a assinatura errada para que o contrato malicioso faça o resto.