Validadores da Solana (SOL) votam duas propostas que podem reduzir as emissões futuras da rede em cerca de US$ 1,4 bilhão a US$ 1,5 bilhão (aprox. R$ 8,1 bi a R$ 8,7 bi) ao longo de seis anos. Uma delas acelera a queda da inflação; a outra aumenta a quantidade de SOL destruída pelas taxas de transação.

A SGP-0002, baseada na SIMD-0550, propõe dobrar a taxa anual de desinflação de -15% para -30%. Com isso, a Solana chegaria à inflação terminal de 1,5% em cerca de 2,8 anos, no primeiro semestre de 2029, em vez de aproximadamente 5,7 anos. O rendimento nominal de staking (bloqueio de tokens para ajudar a validar a rede em troca de recompensas) cairia para cerca de 4,34% no primeiro ano, 3% no segundo e 2,25% no terceiro.

A SGP-0003, ligada à SIMD-0553, dividiria a taxa de assinatura de 5 mil lamports em uma parcela de inclusão de 2.500 lamports, paga ao líder do bloco, e outra baseada nos recursos computacionais usados. Esta segunda parte seria queimada. As queimas diárias poderiam subir de 600–800 SOL para cerca de 7.500–9 mil SOL, o equivalente a US$ 712.500 a US$ 855 mil (aprox. R$ 4,1 mi a R$ 5 mi), ainda abaixo da inflação atual, estimada em US$ 4,5 milhões por dia (aprox. R$ 26,1 mi).

Para quem acompanha o mercado no Brasil, a eventual redução da oferta pode mudar a dinâmica do SOL negociado em corretoras locais, mas não elimina a volatilidade nem substitui a análise de impostos e riscos da operação.

A votação deve seguir durante o epoch 1023, período usado pela rede para organizar ciclos de validação. A SOL era negociada perto de US$ 101 (aprox. R$ 586) após subir cerca de 20% na semana anterior, movimento alinhado à alta geral do mercado. As propostas ainda não alteram o protocolo: mesmo se aprovadas, os detalhes técnicos e o calendário de ativação dependerão dos desenvolvedores. Ethereum e Cosmos tiveram altas após mudanças que reduziram a oferta, mas as condições macroeconômicas também pesaram nos preços.