Vitalik Buterin, fundador do Ethereum, publicou um texto em suas redes sociais com diretrizes para o futuro da rede. Na mensagem, ele afirmou que o Ethereum está entrando em uma nova etapa de desenvolvimento, marcada pela adoção de STARKs, por medidas para substituir componentes vulneráveis a computadores quânticos e por uma simplificação mais ampla do protocolo.
Batizada de “Lean Ethereum”, a proposta deve ser implementada de forma gradual ao longo de três a quatro anos, com a intenção de reduzir impactos sobre aplicações que já funcionam na rede. Buterin afirmou que essa será a terceira grande fase do Ethereum, em comparação com o Merge, que ele classificou como a segunda.
O que muda no roteiro
Entre os pontos citados por Buterin estão:
- verificação com STARKs recursivos;
- substituição de elementos expostos a riscos de computação quântica;
- adoção de “gas” multidimensional;
- revisão de prioridades em privacidade, segurança e na estrutura de armazenamento de dados da rede.
Segundo o desenvolvedor, uma das consequências práticas para o usuário final pode ser a redução das taxas de transação para algo até 10 vezes menor que os níveis atuais. Antes dessa fase, o Ethereum ainda deve passar por uma última atualização chamada “H-star” ou Hegota. De acordo com Buterin, a partir do “I-star”, quase tudo na evolução do protocolo terá forte caráter “Lean”, algo previsto apenas para depois de 2027.
Para o público brasileiro, mudanças que reduzam taxas e alterem a infraestrutura do Ethereum podem afetar custos de uso da rede em carteiras, corretoras e aplicações compatíveis com criptoativos no país.
O anúncio acontece em um momento delicado para o projeto. Recentemente, a Ethereum Foundation cortou 20% de sua equipe, enquanto outras iniciativas surgiram com foco em desenvolvimento e atração de capital institucional, como Ethlabs e Ethereum Institutional. No momento citado na origem, o ETH era negociado na faixa de US$ 1.790, com alta de 0,7% em 24 horas, após ter recuado para perto de US$ 1.500 no mês anterior.



