Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, nomeou economistas, ex-chefes de bancos centrais e executivos de tecnologia para uma revisão ampla da política monetária dos EUA. O banco central anunciou cinco forças-tarefa independentes para estudar comunicação, política de balanço, estrutura de inflação, dados econômicos e os efeitos da inteligência artificial sobre produtividade e emprego.
Warsh disse, em comunicado, que o compromisso do Fed com a estabilidade de preços e o pleno emprego “é inabalável” e que a revisão vai examinar se as ferramentas analíticas e as abordagens da instituição podem ser melhoradas. Entre os nomes escolhidos estão Mervyn King, Raghuram Rajan, Arminio Fraga, Thomas Sargent e Greg Mankiw.
A indicação que mais repercutiu entre investidores de cripto foi a de Marc Andreessen, cofundador da Andreessen Horowitz e um dos nomes mais associados a investimentos em Bitcoin e blockchain no Vale do Silício. Ele vai liderar a força-tarefa de Produtividade e Empregos ao lado do economista Charles I. Jones, de Stanford, e de Asha Sharma, CEO do Microsoft Xbox. O grupo vai analisar como a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes podem mexer com o crescimento econômico e o mercado de trabalho.
Para o leitor brasileiro, a presença de Arminio Fraga e o foco em juros, inflação e produtividade importam porque decisões do Fed costumam afetar câmbio, fluxo global de capital e o apetite por risco, inclusive em criptomoedas.
Embora a revisão não tenha como foco as criptomoedas, a participação de Andreessen coloca um defensor de ativos digitais dentro de discussões que podem influenciar a leitura do Fed sobre inovação tecnológica. As forças-tarefa devem entregar recomendações ao Comitê Federal de Mercado Aberto até o fim do ano. O mercado vai observar se essas conclusões terão efeito sobre futuras avaliações de inflação, produtividade e taxas de juros — três fatores que pesam no desempenho de longo prazo do Bitcoin.




